Bem Vindo ao Mundo Insano da Raissa =D [entre é de graça mesmo
]
PROJETO CASA BRASIl (ENTREGAR ELAINE)
Cronograma
-
- Cronograma elaborado no dia 03/09/08 (Previsão)
| Atividades |
DATA |
Qtde Dias |
| Apresentação do Projeto (ELAINE) |
04-09-08 |
1 dia |
| Apresentação do Projeto (CASA BRASIL) |
06-09-08 |
3 dias |
| ENTREGA Apostila 1 e 2 (Noções de LINUX/Noções de Aúdio) |
10-09-08 |
6 dias |
| APLICAÇÃO Apostila 1 |
13-09-08 |
9 dias |
| APLICAÇÃO Apostila 2 |
20-09-08 |
16 dias |
| Instalação do TWiki no Servidor |
20-09-08 |
16 dias |
| ENTREGA Apostila 3, 4 e 5 (Audacity/TWiki e Agregadores) |
24-09-08 |
20 dias |
| APLICAÇÃO Apostila 3 |
27-09-08 |
30 dias |
| APLICAÇÃO Apostila 4 |
04-09-08 |
37 dias |
| APLICAÇÃO Apostila 5 |
11-10-08 |
44 dias |
Introdução
O “Podcasting na área”, surgiu em maio de 2008, porém sem sede para a elaboração e
execução do projeto. Em junho do mesmo ano foi constituída uma parceria com o projeto
Casa Brasil, ambos com o mesmo ideal: buscar o fim da desigualdade social através da
inclusão digital. O projeto é mantido por graduandos e graduados da área de tecnologia da
informação do Centro Federal de Educação Tecnológica em conjunto com discentes da
Universidade Federal de Mato Grosso dos cursos de Comunicação Social habilitação em
Jornalismo e Radialismo.
O objetivo do projeto “Podcasting na área” além de possibilitar liberdade de acesso às
tecnologias da informação, inserção na sociedade tecnológica, auto-suficiência e contribuir
para o desenvolvimento da comunicação, conscientiza e dá sua parcela de participação na
formação da cidadania. E ainda, como a filosofia do projeto é a liberdade e
compartilhamento de conhecimento, foi adotado o uso do Software Livre.
Justificativa
Objetivo
Objetivo Geral
Objetivo Especifico
-
- Proporcionar conhecimentos na área de informática e comunicação à comunidade periférica, via Projeto Casa Brasil.
- Aplicar conceitos na área de informática e comunicação: * - Sistema Operacional, Linux;
* - Narração em Áudio;
* - Auditor de áudio, Audacity;
* - Ferramenta colaborativa, Twiki;
* - Agregadores e funcionamento do sistema de uploads dos podcasts.
- Elaboração e disponibilização de apostilas
- Aplicar o curso para 20 pessoas na faixa etária de 18 e 30 anos.
Metodologia
O projeto será aplicado através dos “cinco passos do podcasting” que compreende desde noções básicas do sistema operacional Linux até a dispobilização de podcasts na WEB.
Passo 1 – Noções de Linux
Justificativa : É sabido que a inclusão digital não é vista apenas como a “alfabetização” da sociedade na área tecnológica, mas também como forma de melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores, ou seja, não basta lecionar o básico da informática deve-se mostrar como uma pessoa poderá se tornar auto-sustentável, tecnologicamente e financeiramente, através do aprendizado que lhe foi ofertado. O “passo 1” será um dos meios de se alcançar a inclusão digital, ministrando noções básicas de Linux alguns poderão fazer a diferença no mercado de trabalho e com as oportunidades ofertadas aprofundar seus conhecimentos.
Passo 2 – Narração em áudio
Justificativa : Para a profissionalização dos podcastings optou-se pela aplicação de noções de narração de áudio aos aprendizes. O workshop será ministrado por discentes do curso de Comunicação Social habilitação em Rádio e TV da Universidade Federal de Mato Grosso. A principal função deste Passo é trabalhar a oralidade, raciocínio lógico e autoconfiança no que está sendo transmitido. As “Noções de áudio” consistem em:
-
- Entonação de voz;
- Criatividade para o improviso,
- Narração de entrevistas, opiniões e comentários.
Passo 3 – Audacity
Justificativa : O Audacity é um editor de áudio livre reconhecido por ser facilmente manipulado além de ser compatível com vários outros sistemas operacionais. Como o projeto foi idealizado em ferramentas livres, o formato aberto Ogg será utilizado como solução para gravação de programas a serem distribuídos por podcasts substituindo o padrão de compreensão de áudio MP3. Ao contrário do Ogg – Vorbis, o MP3 é patenteado e não tem seu código aberto. A ferramenta será apresentada à comunidade através dos acadêmicos de Desenvolvimento de Sistemas para Internet do Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso (CEFET-MT). Com este programa será ministrado as seguintes habilidades:
-
- Gravações ao vivo,
- Edição de sons e Faixas de áudio (permitirá alterações na velocidade ou no timbre
da voz)
Passo 4 – TWiki
Justificativa : O TWiki é uma ferramenta colaborativa aplicada na WEB, que possibilita a interação de pessoas geograficamente separadas, criando conteúdo utilizando apenas um navegador. Através do TWiki, é possível desenvolver documentação em formato de hipertexto, com dinamismo e sem a necessidade de software especializado. Sendo uma ferramenta pública com acesso gratuito permite a disseminação do seu uso e conteúdo, o TWiki apenas exige registro para efetuar a manutenção de seu conteúdo, ou seja, incluir, alterar ou excluir arquivos. O “Passo 4” é constituído pelos seguintes tópicos:
-
- Cultura wiki;
- TWiki;
- Registro (login e senha);
- Criações WEBs;
- Formatando e Editando páginas,
- Anexos de arquivos.
Passo 5 – Agregadores e funcionamento do sistema de uploads dos podcasts
Justificativa : Os agregadores são programas que organizam as informações que serão visualizadas pelo usuário. Estes programas são receptores de RSS Feed, tecnologia de distribuição/recebimento de conteúdo (áudio, vídeo, imagem ou texto) com sua utilização não há a necessidade de acessar o site para recebê-lo. Um exemplo é o iTunes – player de áudio da apple, que a partir da versão 4.9 teve a adição do menu podcast – o qual permite a inserção de arquivos XML (eXtensible Markup Language ) que direcionará seu agregador até a distribuição de notícias ou podcast desejado. Já a geração de arquivo RSS de uma Web está aplicada na versão do TWiki release 4.1.2 disponível para download no site ofcial do TWiki. Embora esteja em fase de análise, será através dessa versão que será desenvolvido o sistema de uploads de podcast. Após desenvolvimento, uma cartilha de uso com passo-a-passo das funções e ferramentas do sistema será confeccionada. A cartilha será distribuída aos alunos. Para finalizar, o quinto passo compreende:
-
- Agregadores
- Conceito
- Ferramentas
- Tipos de agregadores
- Funcionamento
- Sistema de upload
- Funções
- Ferramentas
- Estudo da Cartilha
- Prática
Infra-estrutura
Para a realização dos cincos passos do podcasting serão necessárias as seguintes configurações:
Hardware
-
- Um servidor
- Computadores (para os alunos)
- Microfone
- Caixas de Som para Computador
Software
-
- Distribuição do Linux (Debian, Ubuntu ou outro debian like)
- TWiki (para ser instalado no servidor)
- Audacity (edição dos podcasts)
Material de Expediente
-
- Resma de papel A4
- Xerox (das 5 apostilas confeccionada pela Coordenação do projeto)
- Giz ou pincel atômico (caso tenha quadro)
- Canetas (tipo Bic para os coordenadores)
Recursos Humanos
Larissa Lira
Coordenadora e Instrutora do Projeto “Podcasting na área”
Analista de Sistemas
Tecnóloga de Desenvolvimento de Sistemas para Internet - CEFETMT
Pós-graduanda em MBA de Governança de Tecnologia da Informação – Faculdade Católica de Cuiabá.
Raissa Paiva
Coordenadora e Instrutora do Projeto “Podcasting na área”
Graduanda em Tecnologia de Desenvolvimento de Sistemas para Internet - CEFETMT
Graduanda em Comunicação Social – Radio e TV - UFMT
Elaine Santos
Coordenadora do Projeto Casa Brasil
Conclusão
O projeto “Podcasting na área”, não tem a característica de ser apenas mais um projeto
acadêmico, espera-se contribuir na prática com a inclusão digital na Casa Brasil de Mato
Grosso. Isso será alcançado através dos cinco passos do Podcasting, fundamentando a
inclusão digital e certificando-se que a sociedade foi inserida no cenário tecnológico,
atingiu sua auto-suficiência e adquiriu formação de consciência cidadã.
Enfim, assim que implementados os podcastings, toda a produção feita pelos alunos e
instrutores será disponibilizada aos usuários no ambiente WEB. Têm-se então, o
pdocasting como auxilio para facilitação no âmbito da educação, contribuindo no processo
de aprendizagem e compartilhamento de conhecimentos.
Anexos
Apostilas dos 5 passos
TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO
Cronograma
| Atividade |
Prazo |
Quantidade de Dias |
| Parte Escrita |
| Capitulo 1 |
25-08 á 09-09 |
15 dias |
| Capitulo 2 |
10-09 á 30-09 |
20 dias |
| Capitulo 3 |
01-10 á 20-10 |
20 dias |
| Introdução e etc |
21-10 á 24-10 |
4 dias |
| Apresentações |
| 1º Apresentação |
30-04 |
Etapa Concluída |
| 2º Apresentação |
11-09 |
Etapa Concluída |
| 3º Apresentação |
20-10 |
60 dias |
| Apresentação Oral Final |
18 a 20-11 |
90 dias |
| Parte Prática |
Abstract
1. Introdução
2. Conceituação teórica
2.1 Inclusão Digital
Liberdade de acesso às tecnologias da informação, inserção na sociedade tecnológica, auto-suficiência. Em poucas palavras, isto é, Inclusão Digital. Solução pela qual um grupo de pessoas excluído do cenário digital pode melhorar suas condições de vida.
Para melhor entendimento segue uma abordagem elaborada pelo Projeto de Software Livre da Bahia - PSL/Bahia. “A inclusão digital possui um papel empenha resgatar os excluídos digitais ao contexto da sociedade movida pelos processos de criação, produção e sublimação da informação em conhecimento. Significa efetivar os excluídos digitais na sociedade da informação, por meio de políticas que visem ao seu crescimento auto-sustentável de forma colaborativa e gradual, não com medidas emergenciais e paliativas.
Conseqüentemente, inclusão digital remete à busca da reflexão do mundo e da localidade, das condições de sobrevivência (emprego, alimentação e moradia, etc.), do estímulo ao conhecimento renovado e à crítica do já existente e da diminuição das desigualdades sociais” [1].
Embora a indução de um grupo de pessoas à inclusão social através da digital seja um assunto pouco estudado, tem no comando o Comitê para Democratização da Informática – CDI – com seus bons resultados e ações reconhecidas e elogiadas mundialmente [2].
Na educação, a inclusão digital baseia-se na utilização dos recursos tecnológicos, propiciados pela informática, como mais uma ferramenta que auxilie no processo da educação. A informática traz para a educação de dupla via, ou seja, ao mesmo tempo em que ela auxilia, o educador, no processo pedagógico, ela traz a possibilidade do próprio profissional de se educar, se aprimorar, e descobrir.
A respeito da inclusão digital na educação, o Professor Doutor Antonio Mendes da Silva Filho, descreve: “A inclusão digital deve ser parte do processo de ensino de forma a promover a educação continuada. Note que educação é um processo e a inclusão digital é elemento essencial deste processo. Embora a ação governamental seja de suma importância, ela deve ter a participação de toda sociedade face a necessidade premente que se tem de acesso a educação e redistribuição de renda permitindo assim acesso as tecnologias de informação e comunicação ou simplesmente TIC’s.“
Lilian Pietro no artigo sobre o uso das tecnologias digitais em atividades didáticas nas séries iniciais esclarece: “a multimídia é a combinação de texto, som, imagem, animação e vídeo, ou seja, incorpora todas as mídias existentes para representar uma informação. É, por isso, uma forma poderosa de comunicação, pois ganha e mantém a atenção e o interesse do aluno e com isto promove a retenção da informação. Para a Educação, uma atividade didática multimídia bem empregada, é um recurso poderoso, pois, estimula todos os sentidos e pode oferecer uma experiência melhor que qualquer outra mídia sozinha.”
Neste contexto da inclusão digital através de multimídia, surge o projeto Podcasting na área almejando a redução da exclusão digital, uso livre da tecnologia da informação, a ampliação da cidadania, inserção na sociedade da informação através das tecnologias digitais.
TESTE
1º Parágrafo
2º Parágrafo
Negrito Itálico Negrito itálico
- Lista Ordenada (3 espaços e 1 asterisco)
Tabela:
| L |
C |
R |
| A2 |
2 |
2 |
| A3 |
3 |
3 |
| multi span |
| A4 \ |
next \ |
next |
Links Forçados:
Main.TWiki users?
Links Específicos:
GNU
2.2 Software Livre
Segundo a cartilha de Software Livre da Executiva Nacional dos Estudantes de Computação – ENEC, o termo Software Livre refere - se à liberdade que o usuário tem de executar, distribuir, modificar e repassar as alterações sem, para isso, ter que pedir permissão ao autor do programa.
Pode ser definido também pelas quatro liberdades defendidas pela Free Software Foundation, eis elas:
-
- A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito;
- A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
- A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo;
- A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie.
De acordo com Mônica Paz, o uso da tecnologia livre é uma opção ideológica e política que promove a difusão do conhecimento, estímulo a uma lógica de mercado mais humana, combate a pirataria e monopólios, desenvolvimento tecnológico global e local, dentre outros benefícios.
O uso do software livre na educação é uma alternativa indispensável a qualquer projeto educacional, tanto no setor público como privado. Fatores tais como liberdade, custo, flexibilidade, compartilhamento são estratégicos para a condução bem sucedida de projetos educacionais mediados por computador.
No artigo Por que utilizar o software livre na educação? Sinara Duarte complementa: “Software educativo é o próprio conceito utilizado de inclusão digital, em uma perspectiva não apenas de acesso, mas também de ambiente colaborativo onde os envolvidos têm liberdade para expressarem seus pensamentos e opiniões. Desta a opção pelo software livre deve-se também a questão da autoria, da partilha, da cooperação e da colaboração.“
O Software Livre no Brasil surge com o lançamento do conectiva Red Hat, que desde 1996 disponibilizou uma versão traduzida no idioma nacional do sistema operacional GNU/Linux. Porém só houve propagação quando a sociedade civil e construiu as relações de compartilhamento, troca e pesquisa intrínsecas ao projeto de um sistema livre e de código aberto.
No campo de uso da multimídia com software livre, Adriana Veloso com a colaboração de Tati Wells definem: “os avanços das interfaces gráficas e dos programas multimídia também foram de suma importância para a abrangência do uso do software livre, mas principalmente sua filosofia de livre distribuição, possibilidade de modificação e customização, entre outras, atraiu muitas pessoas. E a cultura de uso desta nova ferramenta que fez com que os ideais de livre distribuição, compartilhamento e faça você mesma migrassem para outras áreas, como a produção midiática e musical.”
A reapropriação da tecnologia para transformação social significa garantir não apenas o acesso à tecnologia, mas também sua efetiva apropriação como meio de desenvolvimento e criação, aproximando-a da vida cotidiana, através da desmistificação da máquina e dos discursos associados a ela. Sendo assim, através das liberdades defendidas pela tecnologia livre foi criado o Podcasting na área que tem como premissa a promoção do conhecimento, inclusão digital, o espirito colaborativo entre as pessoas interessadas, desenvolvimento da visão crítica e criatividade sem concentração de poder ou qualquer outro artifício que venha ferir as liberdades citadas.
2.3 Projeto Casa Brasil
De acordo com o site oficial da Casa Brasil, este é um projeto do Governo Federal que
tem como finalidade a redução da desigualdade social nas regiões onde há um baixo nível de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O Projeto Casa Brasil busca para estes locais alternativas para formação e capacitação em tecnologia em associação à cultura, arte, entretenimento e participação popular.
A Casa Brasil de Mato Grosso foi inaugurada no dia 24/04/2007, contando com 20 microcomputadores com o sistema operacional GNU/LINUX, com 08 projetos atendendo 08 bairros. Dentre os projetos está o “Podcasting na área”.
Sendo assim, o projeto não se compõe de apenas computadores e conectividade, mas
sim consente a comunidade apropriar-se da sua unidade, formando-a em um espelho cultural do local no qual foi efetivada. Enfim, é permitido aos cidadãos a liberdade de deliberar, via conselho gestor, a direção das atividades ofertadas aos freqüentadores.
2.3 Podcasting
O termo podcasting é creditado ao ex- VJ da MTV Adam Curry, criador do primeiro agregador de podcasts, o applescript, cujo código foi publicado na internet o que permitiu que outros desenvolvedores colaborassem. Assim, o programador e empresário estadunidense Dave Winer acrescentou o enclosure, um elemento na especificação RSS (Really Simple Syndication ), possibiltando a aplicação do real conceito do termo podcast.
Podcasting referencia ao iPod e a broadcasting. O iPod é uma marca registrada da empresa estadunidense Apple Inc. e refere-se a uma série de tocadores de áudio digital com suporte aos formatos AAC (Advanced Audio Coding), MP3 (MPEG-1/2 Audio Layer 3), Apple Lossless, AIFF (Audio Interchange File Format) e WAV (WAVEform audio format). Broadcast é o processo pelo qual é transmitido a informação, seu objetivo principal é que a mesma informação seja enviada para muitos receptores ao mesmo tempo. Segundo o site Podcasting Brasil, o termo podcasting não condiz com os recursos da ferramenta, pois:
-
- “1) o áudio não se limita a ser escutado apenas no iPod; * 2) podcasts assumem modelo de transmissão mais democrático e descentralizado que a maioria dos sistemas de broadcasting, contudo permanecem pertencendo ao tipo um para n;
- 3) os arquivos digitais utilizados não mais se resumem a arquivos de áudio, o conceito também pode ser empregado para entrega de imagens, textos e vídeos.” Foram criados vários outros termos, um deles o Audiocast, denominação não popular e que também restringe o terceiro item citado. Utilizando o feeds RSS na publicação e distribuição de conteúdos, Dave Winer deixa como marco principal a diferença do Podcasting em relação aos audiosblogs, flog e vlogs. O conceito de podcasting pode ser definido a seguir de acordo com Mônica Paz [3], “Podcasting pode ser compreendido como todo o processo de produção de material digital (áudio, vídeo, texto e imagem, de sua publicação na internet, com possibilidade de download para os subscritos)" o processo mencionado acima consiste na gravação de programas ou arquivos em qualquer formato digital (MP3 e OGG são os mais utilizados nos arquivos de áudio) e são conservados pelo servidor na internet. Através do feed RSS, que tem como função estabelecer um índice atualizável dos arquivos disponíveis, novos programas de áudio, vídeo ou fotos são enviados para o leitor por um agregador, programa ou página da internet que certifica os novos arquivos e os "puxa" automaticamente para máquina. Os arquivos também podem ser transferidos para leitores portáteis (Figura 001). Mônica Paz também descreve: “Sobre o uso de feeds RSS e de suas funcionalidades, principalmente a de download, diferencia o podcast do blog – diários virtuais na internet; fotologs, flogs ou fotoblogs – blogs especializados em imagens; audiologs ou audioblogs – blogs especializados em áudio e videologs, vlogs ou videoblogs – blogs especializados em vídeos.”
Esclarecendo, o termo podcast são arquivos de áudio, vídeos e fotos que podem ser acessados pela internet enquanto o Podcasting é uma forma de publicação dos podcast (arquivos de áudio, vídeo ou fotos) pela internet permitindo aos usuários acompanhar as atualizações. A palavra Podcasting vem de uma junção de iPod – aparelho que reproduz arquivos digitais em MP3/MP4 player - e broadcasting, transmissão de rádio ou TV.
Muitas empresas utilizam o podcasting para divulgar notícias e programação, as universidades adotaram esse formato de transmissão para publicação de aulas, com maior ocorrência em instituições que oferecem cursos de educação à distância.
---+++ 2.3.1 Podcasting na educação
Para Rachtam é possível notar as vantagens e desvantagem na utilização do podcasting na educação:
“Vantagens:
* Disponibilização de material multimídia de apoio, de forma a beneficiar o fácil recebimento pelos estudantes;
* Facilitação do processo de busca por material de apoio: diminuição de custos com a visita a página web com o conteúdo, navegação pelo site em busca do arquivo ou conteúdo desejado;
* Economia no tempo de busca de material desejado, pois a visita ao site apenas precisará ocorrer em caso de atualização do mesmo, ou até mesmo ser evitada com o download via feed;
* Facilidade de se atingir, com as atualizações, o público interessado no site;
* Uso de tecnologia padronizada como o RSS ou Atom;
* Vantagem do método assíncrono de comunicação, no qual o usuário escolhe a hora e lugar para acessar o material disponibilizado, característico da Web;
* Portabilidade no manuseio dos arquivos digitais com a difusão de media players, por exemplo: MP3 players e MP4 players.
* A publicação de material de apoio pode amenizar a falta em um aula por um estudante;
* Facilidade de distribuição e compartilhamento de mídias digitais;
* Incentivo a criação de redes sociais e colaborativas, além do subseqüente estímulo ao auto-aprendizado.”
O trabalho colaborativo foi base das relações recíprocas nos intercâmbios e a cooperação determinada nas interações com objetivos comuns demonstrados em ações conjuntas e coordenadas onde o respeito às diferenças individuais foi sempre considerado, sem hierarquia formal nas produções realizadas pelos vários participantes do grupo, que se expressavam livremente.
Desvantagens:
* Esforço mínimo em capacitação exigido para participação na transação envolvida na comunicação: produção, distribuição e aquisição dos arquivos digitais;
* Dificuldade de desligamento e rompimento como paradigma do antigo sistema de disponibilização de materiais de apoio às aulas e uso da tecnologia
* Familiaridade necessária, por parte dos envolvidos no processo de comunicação, com ferramentas como o computador, agregadores de conte´udo, gravadores e tocadores de som e vídeo.
O incentivo à produção e formação de uma postura cidadã, empreendedora, que busca a autonomia intelectual, onde os alunos são capazes de projetar, criar e atuar com criatividade e responsabilidade na colaboração e cooperação, nortearam o trabalho, onde a comunicação do que querem e realizam é desenvolvida em cada atitude de forma crítica e clara na resolução de problemas da comunidade escolar.
Para a difusão do podcasting na educação é necessário comprometimento e capacitação do educador, para melhor esclarecimento Baruel cita: “Mas não basta a escola pública adquirir recursos tecnológicos e outros materiais pedagógicos sofisticados e modernos. É preciso ter professores capazes de recriar ambientes de aprendizagem. Isso significa formar professores créticos, reflexivos, autônomos e criativos, que possam contribuir para o processo de mudança do sistema de ensino.”
Sobre a utilização da ferramenta no aprendizado Mônica Paz diz: “O uso do podcasting na educação pode estimular a difusão do conhecimento, utilização e reflexão sobre o uso da tecnologia, enriquecer o conteúdo das aulas e desvinculá-las do ambiente escolar.”
2.4 Ogg Vorbis
2.5 TWiki
3. Estudo de caso - "Podcasting na área"
3.1 O que é o projeto "Podcasting na área"
3.2 Metodologia
3.3 Desenvolvendo os 5 passos do Projeto "Podcasting na área"
3.4 Resultados
4. Conclusões
5. Bibliografia
6. Apêndices
6.1. Projeto enviado para Casa Brasil-MT
6.2. Apostila Passo 1
6.3. Apostila Passo 2
6.4. Apostila Passo 3
6.5. Apostila Passo 4
6.6. Apostila Passo 5
--
RaissaPaiva - 13 Nov 2008